O Facebook e os jornais online

Jorge Fonseca de Almeida, Jornal de Negócios

Os periódicos portugueses sérios têm de agir junto do Facebook para que os conteúdos por si originados sejam excluídos destes bloqueios irracionais. Uma extremamente simples alteração dos algoritmos resolveria o problema permanentemente como já acontece noutros países. 

 

O bolo do Costa não chega

Óscar Afonso, Dinheiro Vivo (JN / DN)

Eles, os governantes, não entendem o poder do crescimento sustentável e não percebem as suas fontes. O crescimento sustentável não é um fenómeno de curto prazo e não pode ser avaliado pelo desempenho circunstancial da procura. O crescimento sustentável é um fenómeno de longo prazo, dependente da qualidade das instituições e da quantidade e qualidade dos fatores produtivos.

As manchetes económicas recentes concentraram-se na dívida, nos péssimos serviços públicos, no fraco nível de investimento, no emprego com baixos salários, na normalidade do desperdício na administração pública (que até a dimensão do governo espelha!), na banalidade dos casos de suposta corrupção que, mesmo sem recursos para serem detetados, emergem como cogumelos, e na cultura do amiguismo e do jeitinho sobre o mérito. Tudo isso porque, como o “bolo” (entenda-se o PIB) tem sido praticamente o mesmo nos últimos 25 anos e a ganância não tem limite, não há outra maneira de satisfazer todas as exigências, que, ainda por cima, são crescentes. Goste-se ou não de ouvir/ler, este é o resultado das longas governações socialistas que, em 20 dos últimos 25 anos, os portugueses escolheram.

Eles, os governantes, não entendem o poder do crescimento sustentável e não percebem as suas fontes. O crescimento sustentável não é um fenómeno de curto prazo e não pode ser avaliado pelo desempenho circunstancial da procura. O crescimento sustentável é um fenómeno de longo prazo, dependente da qualidade das instituições e da quantidade e qualidade dos fatores produtivos. Seria bom que entendessem que, por exemplo, aumentar a taxa média de crescimento do país num ponto percentual nos próximos 25 anos resultaria num “bolo” (ou seja, num PIB) quase 30% superior ao atual e que facilitaria ter “contas certas”, mas com mais e melhores empregos, mais e melhores serviços públicos, bem menor relevância da dívida e bem menos corrupção. Não percebem que com um aumento de 2% ao ano o “bolo” seria 65% maior em 25 anos e que com um aumento de 2,77% ao ano o “bolo” duplicaria em 25 anos. Portanto, senhoras e senhores governantes deixem-se de “conversa” e não desviem o olhar do que realmente interessa: o interesse coletivo sobre o individual ou familiar e, portanto, o crescimento económico e as fontes que o sustentam sobre o ciclo político (a legislatura).

Face ao que vemos quais são os perigos que assustam?

O perigo de que estraguem ainda mais as já frágeis instituições portuguesas. Seria bom que os senhores governantes pensassem no estado a que deixaram chegar as instituições e analisassem com preocupação as motivações para o alheamento de metade da população, que se abstém de participar politicamente.

Seria bom que, de uma vez por todas, incentivassem o investimento em capital físico produtivo, esquecendo as “obras de fachada” que só trazem despesa e que, na sequência, promovessem o efetivo aumento da taxa de natalidade.

Seria desejável que promovessem também e com intensidade a acumulação de capital humano e o progresso técnico. A proteção de patentes não pode ser um processo burocrático e incerto. Uma sociedade estável, com direitos de propriedade seguros e mobilidade social é essencial para gerar incentivos à inovação e permitir que aqueles com capacidade e ambição alcancem o seu pleno potencial. Incentivem os melhores e mais brilhantes a entrar nos setores inovadores, pois atualmente esses setores apenas garantem emprego incerto e mal pago, pelo que não captam os melhores. “Metam na cabeça” que alocar os melhores talentos a outras atividades prejudica a capacidade inovadora de longo prazo da economia. Incentivem trabalhadores estrangeiros qualificados a trabalhar e a estabelecer-se em Portugal. A inovação depende das habilidades e engenhosidade dos melhores e mais brilhantes do mundo.

Porque o mercado não gera as inovações suficientes, justifica-se a existência de uma verdadeira política de subsídios à I&D e ao ensino superior. De que interessa o show off em torno do web summit se for um acontecimento meramente turístico e circunstancial, como parece ser? Párem de politizar o financiamento da ciência e de prejudicar o mérito. A longo prazo, os danos resultantes do desinvestimento no ensino superior e na sua politização, bem como o amiguismo serão terríveis. Continuará a levar os melhores e mais talentosos para outros países e contribuirá para definitivamente ficarmos na cauda da Europa, para onde sustentadamente temos infelizmente convergido!

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